Como a digitalização ajuda na organização de centros de distribuição, estoque e logística

Entenda como a tecnologia é fundamental na organização do varejo durante o período de isolamento social

22/04/2020 às 9:00

O e-commerce tem desempenhado papel fundamental no período da quarentena. As compras online observaram um aumento tão expressivo que grandes redes, como Carrefour e Pão de Açúcar, podem demorar até 15 dias para concluir a entrega dos pedidos. Isso mostra o quão desafiador é garantir o bom funcionamento dos centros de distribuição, estoques e logística no varejo em um momento de pico de crescimento da demanda.

Então, como manter a produtividade e se preparar para atender o crescimento das compras online? A boa notícia é que a digitalização do setor tem ajudado a estruturar esse processo.

Novos dispositivos, sistemas e ferramentas podem desempenhar um papel central na organização das vendas. Quer saber como?

Neste artigo você verá:

  • O que muda no consumo dos brasileiros?
  • Principais desafios para o varejo
  • Como novas tecnologias podem ajudar?
Centros de distribuição: imagem de uma pessoa no computador e uma caixa na mão.
Durante a pandemia da Covid-19, o e-commerce precisará suprir uma demanda maior. Foto: Unsplash.

O que muda no consumo dos brasileiros?

O aumento das compras online já se apresentava como uma das principais tendência para o varejo em 2020, mesmo antes da pandemia. Segundo o Estudo High Tech Retail, realizado pelo Grupo Croma, 43% dos consumidores brasileiros já compravam produtos online em 2019. E a perspectiva era de que em três anos, esse número chegaria a 58%.

Porém, com a pandemia do coronavírus o hábito as compras online se intensificou. Uma pesquisa da Nielsen apontou que, em março de 2020, houve um crescimento maior que a média de novos consumidores do e-commerce. Portanto, mais pessoas estão comprando online pela primeira vez.

O combate à Covid-19 também vem alterando o tipo de produtos mais consumidos. Na primeira quinzena de março de 2020, o Mercado Livre registrou um aumento de 65% de vendas nas categorias de saúde, cuidado pessoal, alimentos e bebidas em comparação com o mesmo período ano anterior.

centros de distribuição: imagem de um álcool gel e uma máscara.
Os centros de distribuição precisam se preparar para atender as mudanças no consumo. Foto: Unsplash.

Álcool em gel, máscaras protetoras e desinfetantes são mais procurados atualmente por ajudarem na prevenção da doença. Além disso, produtos como alimentos, bebidas, papel higiênico e fraldas — considerados como de primeiras necessidades — também são mais comprados na internet. Isso porque as pessoas se sentem mais seguras para comprar online ao invés de irem pessoalmente nos supermercados.

Os principais desafios do varejo

Embora a alta das vendas online traga oportunidades para o varejo, ele também traz desafios. Com a crescente demanda, lojistas e fabricantes estão lidando com a indisponibilidade dos produtos. Atualmente, os consumidores não conseguem comprar 46% dos produtos de cesta básica que procuram.

Isso acontece porque, com a paralisação de várias atividades, está mais complicado fazer a gestão de estoques e da logística. Um dos grandes setores afetados — que impacta diretamente a produção e a entrega de produtos — é o de transportes. 

A atividade transportadora é responsável por cerca de 65% da circulação de mercadorias no país. Todavia, diante das medidas restritivas adotadas durante a pandemia, houve uma queda de 26,14% no volume de cargas transportadas. E isso prejudica o abastecimento de cidades e redes de varejo, além de aumentar o prazo de recebimento das compras.

centros de distribuição: imagem de um caminhão de carga em uma estrada.
A paralisação de atividades dificulta a organização de centros de distribuição estoques e logística. Foto: Unsplash.

Para um controle melhor do estoque e evitar o desabastecimento, algumas empresas também adotam medidas restritivas. A rede Pão de Açúcar, por exemplo, limitou a quantidade de determinados itens que os clientes podem comprar. Entre eles estão álcool em gel e produtos de limpeza e higiene, mas também arroz, feijão e carnes congeladas.

Além disso, produtos que dispõem de cadeias de produção global, como itens de moda e eletrônicos, são produzidos em menor escala. E não há previsão de quando tudo voltará ao normal.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), o coronavírus paralisou 24% da indústria eletroeletrônica no Brasil. Isso porque o país importa 42% dos componentes necessários para produzir tablets, celulares, computadores e eletrodomésticos da China.

Mas, para lidar com esses desafios, já existem sistemas, dispositivos e ferramentas capazes de ajudar a manter os negócios em funcionamento.

Como novas tecnologias podem ajudar?

Mesmo em um cenário de crise, empresas que querem garantir as vendas online podem contar com a ajuda da tecnologia. Hoje, a digitalização do negócio e traz diversas possibilidades para tornar os centros de distribuição mais seguros, assertivos e ágeis. E ainda auxiliam na organização do estoque e da logística.

Drones

centros de distribuição: imagem de um drone voando.
O uso de drones é uma alternativa para entregar mercadorias. Foto: Unsplash.

Com os desafios enfrentados pelo setor de transportes, o uso de drones para entregar produtos se torna uma opção vantajosa. Um exemplo é o United Parcel Services (UPS), que está desenvolvendo um serviço de entrega de medicamentos controlados por drones.

No contexto do coronavírus, além de facilitar a entrega das compras dentro do prazo, a solução ainda ajuda a conter a disseminação da doença, por reduzir o contato entre as profissionais.

Robôs autônomos

Outra tecnologia que pode ajudar os centros de distribuição são os robôs autônomos. Como exemplo, o HandleTM, máquina criada pela Boston Dynamics, já é capaz de fazer os processos de descarregamento e construir paletes.

Com software de visão deep-learning, o robô consegue identificar e localizar os carregamentos. Dessa forma, a tecnologia permite que os ambientes tenham menos pessoas — ou até nenhuma — circulando. Por isso, funciona como uma boa alternativa para evitar aglomerações.

Blockchain

Apesar de ser bastante conhecida pelas criptomoedas, como o bitcoin, a tecnologia blockchain também pode ajudar os varejistas a encontrarem suprimentos com maior rapidez.

Isso porque as cadeias de dados, que são armazenadas e verificadas por todos os usuários da rede, se atualizam a cada movimentação. Além disso, não podem ser alteradas ou destruídas. Então, todas as informações sobre os produtos ficam em um mesmo local, facilitando o gerenciamento da cadeia de suprimentos.

IoT

centros de distribuição: imagem de uma pessoa olhando gráficos em um computador.
A IoT pode ajudar na organização de centros de distribuição estoques e logística. Foto: Unsplash.

A Internet das Coisas é a conexão de diferentes dispositivos entre si, por meio da internet. A tecnologia integra os mundos físico e digital, facilitando e agilizando a execução de tarefas comuns do dia a dia. Segundo um relatório da Cisco, a IoT vai movimentar US$ 1,9 trilhão somente na cadeia de abastecimento e logística na próxima década.

Com a integração, a tecnologia liga os veículos da frota entre si, às estradas, sinais e, ainda, aos centros de distribuição. Por isso, facilita o monitoramento e o rastreio do transporte de cargas e possibilita um controle maior sobre as frotas.

A IoT ainda pode auxiliar na gestão dos estoques. Com coletores de dados RFID, um método de identificação por radiofrequência, é possível acompanhar com mais precisão os níveis de estoque e agilizar o processamento e a separação dos pedidos.

Conclusão

Para organizações que querem começar a sua jornada IoT, a Vivo Empresas oferece planos de conectividade M2M (Machine to Machine). Eles permitem a conexão entre diferentes dispositivos, como máquinas, drones e veículos.

E como uma boa conexão é fundamental, não somente para suportar o tráfego no e-commerce, mas também para realizar processos internos do varejo como a organização dos centros de distribuição, a Internet Dedicada é outro serviço que pode ajudar os varejistas nesse momento.

Esperamos que tenha gostado da leitura. Aqui no blog você também pode encontrar mais dicas sobre como os empreendedores estão enfrentando os impactos causados pelo coronavírus com a ajuda da tecnologia.

Até a próxima!

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