Lojas online se multiplicam: veja como a digitalização impacta o consumo durante e pós-pandemia

O isolamento social gerou mudanças no e-commerce e no comportamento de compra. Saiba como conquistar esse mercado

29/06/2020 às 9:00

Por conta da pandemia do novo coronavírus, entre 23 de março e 31 de maio de 2020, o Brasil registrou a abertura de 107 mil novas lojas online, mais de uma por minuto. Antes, o número mensal era de 10 mil. Esses dados foram levantados pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm), divulgados em junho de 2020.

Tais indicadores refletem o cenário mundial: um estudo da ACI Worldwide apontou um aumento de 81% nas vendas de comércio eletrônico de varejo global em maio.

Outra pesquisa, a The State of Commerce Experience, realizada pela Forrester Consulting e divulgada pela Bloomreach em maio de 2020, indica que a pandemia acelerou a transformação digital nos negócios. Os números mostram que os maiores investimentos para os próximos meses serão em tecnologia e ferramentas de comércio (67%) e serviços para implementação de inovações no setor (63%).

Neste artigo, você entenderá como a crise do coronavírus impactou o crescimento das vendas online e contribuiu para uma mudança definitiva no comportamento de compra. Além disso, trazemos também:

  • Uma comparação do perfil de compra antes e durante o isolamento social
  • Expectativas para o mercado do varejo virtual após a pandemia
  • Dicas para conquistar os novos consumidores e fidelizá-los
  • Cases de sucesso de lojas online

lojas online: homem deitado no sofá faz compras com um cartão de crédito nas mãos e um computador no colo
Comportamento do consumidor se modificou com a pandemia. Foto: Getty Images.

O que mudou com o isolamento

A pesquisa Perfil do Consumidor – Consumo pela Internet, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e publicada no início de 2020, revelava que os produtos mais comprados pela internet eram: eletrônicos (43%), seguidos por calçados, bolsas e acessórios (31%) e vestuário (23%).

Entre 1 de maio e 6 de junho de 2020, a Associação Brasileira de E-commerce (ABComm) e a Konduto analisaram o mercado e publicaram o estudo E-commerce de Produtos Durante a Pandemia da Covid-19. Os dados apontam que, na segunda semana do isolamento social, a taxa de pedidos de artigos esportivos aumentou 211,95%, as compras online de brinquedos e jogos subiram 434,70% e de supermercado se elevou em 270,16%.

Nesse mesmo período, houve queda nos itens que lideravam as compras pré-pandemia: -14,66% em eletrônicos, -6,22% em calçados e -5,09% em moda.Em relação ao faturamento, o Brasil atingiu R$ 3,4 bilhões no mês de abril. Segundo um estudo realizado pela plataforma Compre&Confie, a alta foi de 81% em comparação com o mesmo mês de 2019.

Expectativas pós-pandemia

O estudo Novos Hábitos Digitais em Tempos de Covid-19, conduzido pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) juntamente com a Toluna e divulgado em maio de 2020, indica que os brasileiros estão mudando o comportamento de compra. E isso deve se manter após a onda do novo coronavírus. Dos entrevistados, 70% pretendem continuar gastando mais em lojas online do que faziam antes.

Segundo dados da McKinsey, provenientes de uma pesquisa de maio de 2020, o faturamento do e-commerce brasileiro cresceu 62% após o início da pandemia. A expectativa é que as mudanças no modelo de vendas permaneçam. Dos entrevistados, 32% são “muito propensos” a sustentá-las depois da Covid-19 e outros 47% estudam as possibilidades de fazer isso.

Por isso é importante enxergar a mudança e se preparar, investir em tecnologias e ‘turbinar’ o e-commerce para atender à nova demanda com mais segurança e estabilidade, conquistando os clientes.

lojas online: mulher deitada no sofá, com um celular nas mãos
O cliente deve sentir segurança ao comprar online. Foto: Getty Images.

Como conquistar e fidelizar esse novo mercado

É preciso estar preparado para o aumento da demanda que chegou para ficar. Para começar, é necessário fazer uma análise na gestão da loja online, verificando: 

  • O estoque está de acordo com a previsão da demanda? 
  • A logística está funcionando bem e assim se manterá mesmo com o aumento dos pedidos? 
  • O canal de devoluções é simples e assertivo? 
  • A comunicação com o cliente é eficiente? 
  • A segurança está garantida?

Além disso, para atrair mais compradores, vale investir em ações de marketing e chamarizes, como promoções e frete zero.

Outro ponto fundamental a se levar em conta é a análise da qualidade da conectividade contratada pela empresa. É imprescindível que o provedor  escolhido seja capaz de suportar o alto tráfego para que a jornada do consumidor seja perfeita.

Por isso, é importante contar com a ajuda de parceiros especializados, como a Vivo Empresas, que oferece um portfólio completo de soluções tecnológicas para acelerar a digitalização do negócio. A internet dedicada é um dos produtos que garantem o serviço eficiente.

A segurança dos dados dos consumidores também é é fundamental. Para se ter uma ideia, durante a pandemia, a Mastercard Brasil passou a sofrer 70 mil fraudes por dia. O número de sites duvidosos, que simulam lojas online, também disparou.

Segundo a ferramenta Transparency Report, do Google, a alta foi de 441% de janeiro a março de 2020. Portanto, invista em segurança da informação e proteja sua loja online de ciberataques. Ou seja, é necessário que o cliente sinta-se blindado para realizar as compras com tranquilidade.

Cases: a pandemia impulsionou lojas online

O crescimento das vendas pela internet valorizou ainda mais os negócios de determinadas empresas. É o caso da norte-americana Amazon e da brasileira Magazine Luiza.

Isso significa um aumento de 20% do quadro de funcionários em um trimestre. O resultado foi sentido no mercado financeiro: as ações da Amazon subiram 6,2% no dia do anúncio, atingindo um recorde.

Já a varejista Magazine Luiza fechou praticamente a metade de suas lojas físicas por conta do isolamento social. No entanto, mesmo assim, conseguiu um crescimento de 73% no trimestre. No começo de junho, as ações da empresa já haviam valorizado 22% em comparação ao início do ano.

É certo que o grupo já tinha metade das vendas no e-commerce e, com a pandemia, os olhares se voltaram ainda mais para esse segmento.

Uma das estratégias para aumentar o potencial de venda e ainda ajudar pequenos varejistas e autônomos foi a criação do Parceiro Magalu, uma plataforma de marketplace. Os vendedores se cadastram e expõem seus produtos no ambiente, pagando ao grupo uma taxa sobre as vendas efetuadas.

Esses cases comprovam que o investimento em conectividade valeu a pena durante o período de quarentena e que renderá frutos a longo prazo com a mudança de comportamento de compra esperada.

lojas online: ilustração com diferentes pessoas fazendo compras
Empresas se destacaram durante a crise, com serviços eficientes. Foto: Getty Images.

Conclusão

Com a reclusão imposta pela pandemia do novo coronavírus, o consumidor passou a comprar muito mais pela internet. Dessa forma, os dados apontam um aumento impensado no número de abertura de e-commerces.

E essa nova experiência deve se refletir no período pós-pandemia, modificando permanentemente o comportamento. A fim de conquistar e fidelizar o público crescente, vale a pena investir na digitalização, boa conexão e em tecnologias que deem suporte para que a loja online seja eficiente, segura e bem recomendada pelos clientes.

Nesse sentido, os produtos Vivo Empresas podem contribuir para melhorar a jornada do consumidor em seu negócio.

Esperamos que tenha gostado deste artigo. Inclusive, continue conosco e mantenha-se atualizado, acessando conteúdos sempre pensados para ajudar no crescimento do seu negócio.

Por fim, se quiser saber mais sobre conectividade e digitalização, sugerimos as leituras:

Até a próxima!

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