Como tirar uma startup do papel?

Veja os principais pontos que diferem uma startup de um negócio convencional na hora de dar vida à sua ideia

03/03/2020 às 9:00

Toda startup é uma empresa. Mas nem toda empresa é uma startup. Startups são caracterizadas por seu alto valor tecnológico, inovação, flexibilidade, escalabilidade e de desenvolvimento rápido. Assim, tirar uma startup do papel exige pontos de atenção diferenciados ou adicionais aos de um negócio convencional. Confira aqui, as peculiaridades que fazem diferença para começar uma startup.

Nem toda empresa é uma startup. Imagem de uma lâmpada simbolizando uma ideia.
Nem toda empresa é uma startup. Foto: Divulgação.

Modo startup

Estes são alguns dos tópicos que merecem atenção diferenciada na hora de tirar a ideia da sua startup do papel.

Ideia 1

A ideia é o coração de uma startup. Mas, não basta ter uma ideia genial. É preciso validá-la. Como? Respondendo (com base em dados) as perguntas chaves: Minha ideia é original? O problema que ela se propõe resolver é real? As pessoas estão dispostas a consumi-la? Questione exaustivamente. Além disso, esteja aberto para adaptações. Afinal, lembre-se que flexibilidade é característica importante de uma startup. Sabe aquela expressão “não case com a ideia”. Pois é isso.

Ideia 2

Mas são necessárias ainda outras respostas para validar uma ideia. É preciso saber (e mostrar) porque a ideia é diferente, porque ela é única e inovadora e porque o método para oferecer o serviço/ produto é o melhor.

Para isso, teste. E faça isso o quanto antes e o maior número de vezes, em variados cenários. Protótipos podem e devem ser executados à exaustão. E eles não precisam ter custo alto e nem uma super qualidade de materiais. São chamados quick prototypes. O Google Glass, por exemplo teve múltiplos destes protótipos, rápidos e baratos (imagem). Ou seja, o que vale é a qualidade do conceito e o propósito do teste.

Testar proporciona insights relevantes sobre o produto, público, clientes e mercado.

Startup: imagem de uma mulher usando o google glass.
Um dos protótipos do Google Glass. Testar para validar.
Foto: Reprodução Google.

Planos

O negócio: o plano de negócios é fundamental para tirar a sua ideia do papel. Mas é tão importante quanto saber que ele não é estático. Assim, ele precisa ser revisitado, refletido, ajustado de tempos em tempos. Se não, ele pode até acabar limitando sua criatividade e expansão.

De escalada: escalabilidade é chave para uma startup. Portanto pense além do seu contexto, enxergue em diferentes realidades e culturas, de acordo com o seu serviço ou produto.

Financeiro: além dos cálculos básicos de um negócio, uma startup precisa antecipar custos e despesas possíveis em diversas áreas, como ajustes de sistema ou uma nova pesquisa de mercado, por exemplo.  

Startup: imagem de jogo de xadrez escrito start.
Para começar uma startup é preciso seguir alguns princípios fundamentais. Foto: Divulgação.

Equipe é fundamental

Equipe: seu time precisa oferecer as habilidades necessárias, não se encaixar em um orçamento. Claro, o orçamento dá as cartas, sabemos bem. Entretanto o recado é: procure por pessoas, não números. Pode demorar mais, mas é o único caminho para montar uma startup de sucesso.

Conselho: peça opiniões. E escute. Vale amigos, colegas, ex-chefe, família. Basta identificar as habilidades de cada um. Uma das qualidades de um empreendedor é saber receber feedbacks, já a mais importante é saber filtrar o que interessa e faz sentido.

360 graus

Concorrência: a análise de concorrência, ou benchmark, é muito importante para qualquer negócio, mas para as startups traz elementos especiais. Por ser um segmento muito fértil em inovação, por mais que os serviços e produtos sejam similares, sempre haverá diferenças importantes, como um modelo de negócio, distribuição ou coleta de dados, por exemplo. Portanto, pesquisa de concorrência é fonte rica de informação de mercado.

Marketing

Exposição: se as pessoas não souberem do seu negócio, ele simplesmente não existirá. Felizmente, hoje comunicar não demanda um grande investimento a princípio. Mas comunicação demanda qualidade, e muita. Acima de tudo, é a sua vitrine. Por isso, seja cuidadoso e estratégico. Do mesmo modo, posicione alto nas prioridades de investimento assim que possível e, mais uma vez, valorizando profissionais qualificados.

Networking: existem também formas menos óbvias de comunicar seu negócio e networking é uma delas. Tenha claro quem são as pessoas que precisam saber sobre a sua startup, mas mantenha-se ligado e aberto. Afinal, inovação não vem de lugar comum.

Informação

Informar-se é uma atividade que exige dedicação na vida de um negócio. Mas quando se trata do momento construir um novo empreendimento é vital.

Então, aproveite e confira mais alguns artigos publicados aqui do blog Vivo Empresasque complementam muito bem o que abordamos acima.

Sucesso e até a próxima!

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