Transformação digital na saúde: na linha de frente contra a Covid-19

Entenda de que forma a tecnologia estão sendo usadas para combater e mitigar os impactos da doença

10/07/2020 às 9:00

A necessidade de isolamento decorrente da Covid-19 fez com que a conectividade se tornasse peça-chave na nova forma de realizar atendimentos e pensar em estratégias de saúde digital. A transformação, já em andamento e no planejamento de diversas instituições, foi acelerada e imediatamente colocada em ação.

A prática da telessaúde, mais do que uma opção, passou a ser uma grande aliada dos médicos. O maior exemplo é a telemedicina que, no Brasil, teve a regulamentação temporária liberada por conta da pandemia.

A medida é uma excelente saída para pacientes com problemas de baixa complexidade, que não se colocam em situação de risco indo ao hospital. E, também, para os sistemas, que não ficam superlotados. Isso sem contar a possibilidade de levar assistência a áreas afastadas, que não contam com especialistas.

Com o uso das tecnologias, atendimentos e acompanhamentos de casos clinicamente estáveis estão sendo feitos de forma remota, mitigando os impactos da Covid-19.

E, por meio do contato virtual, ainda é possível reunir uma quantidade imensurável de dados dos pacientes para, dessa forma, rastrear o novo coronavírus e criar estratégias de contenção.

Neste artigo você vai ver:

  • Indicadores de que a transformação digital na saúde está sendo implementada
  • Novas demandas a partir da pandemia
  • Como garantir a segurança da informação
  • Estônia: um case impecável de digitalização
  • Webinar imperdível sobre o tema

Médica com óculos de realidade virtual.
Tecnologias facilitam atendimento na área da saúde. Foto: Getty Images.

Transformação digital antes e durante da pandemia

Dados da pesquisa Conectividade e Saúde Digital na Vida do Médico Brasileiro, realizada pela Associação Paulista de Medicina em março de 2020, apontam que o teleatendimento já era uma realidade no País.

Dos médicos entrevistados, 65,19% disseram que costumam usar WhatsApp ou outros aplicativos de mensagem para se comunicar com seus pacientes. Além disso, 16,83% respondem por telefone fixo ou celular e 5,67% trocam e-mails. Com a pandemia, essa prática foi reforçada, diminuindo a necessidade de atendimento presencial para quadros de baixa complexidade.

Devido ao aumento de casos pelo mundo, o estudo Impact Assessment Survey – How Corona Impacts the Global Digital Health Industry, publicado em maio de 2020 pela Research 2 Guidance (R2G), aponta que 62% das empresas de digital health estão atuando com tecnologias voltadas ao coronavírus.

Apenas dois meses depois do anúncio do surto na China, por exemplo, 30% já tinham lançado algum produto relacionado, ao passo que outros 32% estavam trabalhando nisso. Dessa forma, a rapidez na busca por soluções para o enfrentamento da doença é fundamental.

Mudanças

O estudo da Deloitte Forças da mudança: O futuro da saúde, publicado no início de 2019, ainda indica que a transformação digital deve mudar completamente a área da saúde em todos os países. Segundo o relatório, muitas empresas de tecnologia médica já incorporam biossensores e softwares capazes de gerar, coletar e compartilhar dados.

Tecnologias cognitivas avançadas são desenvolvidas para analisar um grande conjunto de parâmetros e criar percepções específicas sobre a saúde do paciente. A disponibilidade de dados e a inteligência artificial permitem microintervenções precisas e em tempo real, possibilitando aos profissionais estarem sempre um passo à frente das doenças mais graves.”

Relatório Forças da mudança: O futuro da saúde, da Deloitte.
Médico segurando um tablet.
O uso de tecnologia já era uma realidade, porém foi intensificado durante a pandemia. Foto: Getty Images.

Novas demandas a partir da pandemia

Em um webinar promovido pela Vivo Empresas, que reuniu especialistas do setor, Karina Baccaro, diretora de serviços digitais da companhia, contou que o grupo notou um aumento de demanda por apoio emergencial.

As solicitações são voltadas principalmente às necessidades de uma conectividade de qualidade para suportar o incremento de acessos, consumo e volume de dados resultantes do novo cenário criado pela pandemia. “Além do aumento do poder computacional, para suportar o home office”, afirmou.

Com a telemedicina, por exemplo, é preciso contar com uma rede de alta potência, boa velocidade para laudos a distância e devices que suportem os atendimentos remotos. Ou seja, a procura por produtos que possam trazer soluções digitais é uma realidade.

Transformação digital na saúde. Imagem de uma menina assoando o nariz em uma videoconferência com uma médica.
Instituições de saúde buscam recursos que facilitem e ampliem o atendimento. Foto: Getty Images.

Garantir segurança é obrigatório

Um dos pontos mais delicados da digitalização da saúde é o sigilo dos registros dos pacientes. Por isso, é necessário buscar soluções de segurança da informação capazes de garantir a proteção dos dados.

Para começar a construir esse caminho, a diretora de serviços digitais da Vivo Empresas destaca:

  1. Em primeiro lugar, é preciso fazer um mapeamento de inventário de ativos da empresa;
  2. Em seguida, uma análise exaustiva de vulnerabilidade;
  3. Também é fundamental simular planos de recuperação de desastres;
  4. E, por fim, estar sempre acima do baseline do setor, antecipando-se a novos tipos de ataques e incidentes

Estônia digitalizada e a Covid-19 sob controle

A Estônia é um dos países mais digitalizados do mundo, sendo o primeiro a implementar um sistema de registro eletrônico de saúde. Esse ambiente virtual reúne históricos médicos dos pacientes desde o nascimento até a morte.

Inclusive, durante a pandemia o país se valeu de sua tecnologia já implementada para conseguir conter o avanço da doença e manter os cidadãos absolutamente bem informados. Com o primeiro caso registrado no final de fevereiro, até o final de junho o país contabilizou menos de 2 mil casos e 94 mortes. A seguir, veja algumas medidas tomadas pelo governo:

– Avaliação de risco a distancia

Os moradores respondem a perguntas sobre como se sentem. Além disso, informam se têm sintomas e geram sua localização. Inclusive, se for preciso, recebem as orientações de forma online.

– Licença médica eletrônica

No portal do paciente, ele mesmo consegue abrir um aviso de licença temporária, enviada à empresa onde trabalha e ao médico da família, que fará o acompanhamento do caso.

– Aplicativo com chamada de vídeo para médicos

Por meio do app, é possível conectar-se a um profissional de saúde para ter diagnóstico, pedir indicação de especialistas ou pedir uma prescrição eletrônica. Ou seja, tudo para evitar a presença física no hospital sem necessidade.

– Mapeamento da doença

Um mapa virtual atualizado diretamente por fontes oficiais dá uma visão geral da situação da Covid-19 na Estônia. Além disso, o sistema mostra a quantidade de testes feitos, número de pacientes em tratamento, estimativa de casos ativos detalhados por município.

Transformação digital na saúde.
Estônia conteve a Covid-19 devido à digitalização avançada de seus sistemas. Foto: Getty Images.

Não perca este webinar

Quer saber mais sobre o tema? Nossa sugestão é acompanhar o webinário Como a transformação digital na saúde contribui no combate à Covid-19. Reunimos diferentes especialistas, que contaram como têm acompanhado as evoluções no setor.

Nossos convidados são Rodrigo Guerra, superintendente executivo da Central Nacional Unimed; Pedro Batista, diretor-executivo da Prevent Senior;  Ricardo Santos, diretor das áreas de saúde e educação para América Latina da Cisco; e Karina Baccaro, diretora de serviços digitais da Vivo Empresas.

Veja alguns dos importantes temas discutidos pelos especialistas:
  • Aceleração da digitalização com a pandemia de Covid-19:

“A mudança teve de ser muito rápida, feita de forma intensiva. Logo vimos a necessidade de levar especialidades médicas onde não existia e de novas formas de interação com pacientes. Foi uma evolução em pouco tempo e essa deverá ser a nova normalidade.”

Ricardo Santos, diretor das áreas de saúde e educação para América Latina da Cisco.
  • A tecnologia a favor da melhoria da saúde:

“Hoje já temos as informações precisas do paciente em mãos, atendendo-o quando ele tem necessidade, de onde estiver. Os recursos tecnológicos possibilitam essa acessibilidade”.

Pedro Batista, diretor-executivo da Prevent Senior.
  • Soluções de conectividade em hospitais de campanha:

“Esse tipo de atendimento gerou a necessidade de enxergar TI como serviço. Outro aspecto importante foi o uso de IoTs nesses ambientes. Com dispositivos conectados é possível saber em que local do hospital está o respirador ou outro equipamento de apoio à vida que precise ser encontrado em caráter emergencial.”

Ricardo Santos, diretor das áreas de saúde e educação para América Latina da Cisco.
  • Digitalização é o caminho na área de saúde:

“O futuro da saúde é digital, mas deve ser humanizado. Seremos pautados pelas necessidades do cliente e o desafio é usar as tecnologias para incorporar os conceitos de qualidade o atendimento.”

Rodrigo Guerra, superintendente executivo da Central Nacional Unimed.
  • Importância da segurança da informação e como implementá-la:

“É preciso preservar o sigilo dos registros de saúde, ter protocolos de segurança e muito planejamento. Deve-se estar sempre acima do baseline do setor de saúde, antecipando aos novos tipos de ataque e incidentes para se prevenir.”

Karina Baccaro, diretora de serviços digitais da Vivo Empresas.

Conclusão

A transformação digital na saúde já estava sendo implementada por diversas instituições. Porém, foi reforçada e acelerada pela pandemia. Portanto, as soluções tecnológicas têm ajudado no enfrentamento, rastreamento e na geração de informações sobre a doença.

Nesse sentido, a digitalização traz melhorias em absolutamente todas as áreas, desde o atendimento em momentos críticos até a prevenção e a descoberta de novos tratamentos e formas de combate a doenças.

Por isso, para entender melhor sobre o tema, assista ao webinar Como a transformação digital na saúde contribui no combate à Covid-19.

Por fim, esperamos que este artigo tenha sido útil e gere muitos insights valiosos. Fique conosco para saber mais sobre ao tema. Além disso, sugerimos ainda as leituras dos artigos sobre telemedicina e o uso da tecnologia para encontrar doadores de sangue.

Então, até a próxima!

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