Tecnologia na saúde: como conseguimos expandir os atendimentos

A conectividade se mostrou uma forte aliada no enfrentamento da doença e deve se perpetuar após a crise.

05/08/2020 às 9:00

A chegada no novo coronavírus nos fez notar uma transformação rápida e abrupta em relação à aplicação dos investimentos em tecnologia na área da saúde. 

A mudança de interesse está clara no estudo CIO Impact Report: COVID-19, feito pela Cisco com 300 CIOs globais em junho de 2020. A pesquisa mostra como a pandemia afetou as estratégias de TI, de liderança e níveis diários de estresse.

Os dados apontam que, antes do surto da doença, as três principais preocupações das empresas eram segurança, budget e talentos. Agora, passam a ser produtividade disponibilidade de acesso, escalabilidade do serviço e segurança digital.

O primeiro ponto observado é que neste novo cenário de mercado é o aumento significativo da demanda por serviços de atendimento médico a distância. Com isso, a área de TI assumiu um papel muito mais relevante do que tinha antes, já que a dependência da prestação de serviços médicos utilizando a tecnologia como meio cresceu consideravelmente.

Exemplos claros são as várias aplicações da telemedicina – como teleconsulta, teletriagem, telemonitoramento, entre outros – além do uso de ferramentas tecnológicas como serviço em hospitais de campanha, tendas de testes e ambulatórios móveis.

A adoção de soluções baseadas em Internet das Coisas (Internet of Things, em inglês) para o monitoramento de pessoas e equipamentos também tem sido bastante expressiva. Dessa forma, foi possível aproveitar todos os benefícios que a conectividade oferece para as instituições. 

A telemedicina se provou uma prática viável

Com a pandemia, ficou ainda mais clara a necessidade de levar as especialidades médicas para áreas carentes, distantes dos grandes centros do Brasil. Nesse sentido, a telemedicina veio como uma luz, uma solução possível e assertiva.

É claro que estamos falando de uma prática organizada, com responsabilidade, integrada com histórico médico, não apenas limitada ao uso de plataformas de redes sociais para comunicação com os profissionais de saúde.

Devemos usar telemedicina, teleconsulta, monitoramento, orientação e todas as modalidades dentro de um ambiente seguro, protegido, conectado, realmente profissional e com todas as questões jurídicas associadas e regulamentadas. 

A telessaúde complementa a presencialidade, mas já nos prova que é fundamental contar com multicanais de atenção dos serviços, colocando cada vez mais o paciente no centro. 

A tecnologia no atendimento

Com a construção dos hospitais de campanha veio também a questão da necessidade de uma maior agilidade e facilidades para o uso da infraestrutura de TI para garantir apoio.

Era preciso evitar a instalação de muitos equipamentos, o trabalho físico de levar máquinas para estes locais. Nesse sentido, um dos aspectos mais interessantes foi a valorização de elementos como conectividade, Wi-Fi, videoconferência e colaboração, além de uma arquitetura de cibersegurança e serviços em nuvem.

O segundo aspecto foi a percepção de uma demanda crescente por gestão. A solução veio com a montagem de centrais para administrar a crise, com dashboards de controle, disponibilidade de acesso e escalabilidade. Uma infraestrutura que precisa estar sempre funcionando ter estruturas profissionais que possam gerenciar os serviços de apoio à saúde como um todo.

IoT para monitorar os pacientes

Outro ponto de destaque é a aplicação da IoT nos hospitais de campanha. Com tudo conectado, é possível identificar rapidamente a localização dos equipamentos e destiná-los a um atendimento emergencial. 

Mais uma estratégia importante com apoio de IoT é o tracking digital de ativos e processos. A tecnologia monitora características como entrada do paciente, evolução, informações, localização e dados de transferência, entre outros, e também a localização em tempo real de equipamentos críticos como respiradores ou até mesmo macas, por exemplo.

Tudo pode ser gerenciado perfeitamente e sem erros em um ambiente de crise, de muito estresse, de mudanças diárias de protocolo.

Em meio a tudo isso, a segurança também deve ser vista como prioridade. No cenário da crise, organizações criminosas por todo o mundo estão se aproveitando deste momento sensível para praticar ataques que podem afetar a continuidade das operações. 

Por isso, é fundamental que a estrutura de nuvem tenha um sistema integrado. As instituições precisam pensar em arquiteturas que tenham compromisso com automação e cibersegurança. 

Por fim, enxergo que, durante a crise, estão sendo plantadas sementes importantes. Os investimentos e as tecnologias as ajudarão a brotar quando a situação estiver controlada. 

Já é possível ver uma clara evolução do cenário anterior à pandemia para o que está sendo implementado agora e, ainda, vislumbrar um futuro muito mais digital com maior capacidade de inclusão social e acesso a serviços de saúde de qualidade, independentemente do lugar onde o paciente esteja.

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