Confira as principais vantagens da digitalização na indústria e como transformá-la em um modelo 4.0

A nova era industrial conta com a tecnologia, automação, interconexões e uso de dados em tempo real

22/05/2020 às 9:00

Desde a Primeira Revolução Industrial, em meados do século 18, a economia e a sociedade nunca mais foram as mesmas. E as mudanças não pararam.

Cerca de 200 anos depois, já estamos na Quarta Revolução Industrial, na qual tecnologias disruptivas mudaram as rotinas de fábricas e empresas de diversos segmentos. É o que se chama de Indústria 4.0, conceito sustentado pela aplicação de soluções tais como automação, Inteligência Artificial, Internet das Coisas (IoT), Big Data, robótica, soluções em nuvem e outros avanços.

Na indústria inteligente, a produção se dá de forma autônoma, a partir da integração de diversas tecnologias. Isso significa mais do que robôs executando a parte operacional, mas de uma interligação dos processos que permite que a Inteligência Artificial realize tarefas além do nosso intelecto, como a rápida análise de dados.

Neste artigo, você vai ver:

  • Dados atuais
  • Exemplo de indústria 4.0 no Brasil
  • Como a pandemia está acelerando processos
  • Ferramentas de inovação
  • Vantagens da indústria inteligente
  • A mão de obra nessa nova configuração
Imagem de uma área de industrial onde homens e máquinas trabalham juntas para simbolizar a indústria 4.0.
Indústria 4.0 é mais do que apenas robôs no chão de fábrica. Foto: Freepik

Cenário atual da indústria 4.0

No Brasil, o processo ainda está em desenvolvimento. A pesquisa Sondagem de Inovação, realizada em 2019 pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) em conjunto com a Fundação Getúlio Vargas, revela que a proporção de empresas industriais que realizaram algum tipo de inovação tecnológica atingiu 44,5%. No entanto, apesar disso, apenas 2% das organizações estão inseridas no conceito de indústria 4.0.

Por outro lado, há indicadores de que o movimento está ativo. No final de 2019, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) registrou aumento do número de pedidos de patentes de tecnologias da indústria 4.0 no País. Em 10 anos, foram depositadas 35.196 patentes, sendo que 75% delas aconteceram entre 2015 e 2017.

Exemplo brasileiro

Desde 2015 está em funcionamento, em Poços de Caldas (MG), a fábrica no modelo 4.0 da Thyssenkrupp. São mais de 20 robôs interconectados ao longo de toda a cadeia de produção e conectados com outras 10 indústrias do grupo pelo mundo.  

Os processos são monitorados em ambiente virtual a partir de sensores instalados em cada equipamento, transmitindo dados em tempo real. E a planta mineira está ligada a um servidor central, o que permite intervenções, ajustes e melhorias de forma remota.

Portanto, os trabalhadores não precisam monitorar os processos de forma individual, mas o sistema como um todo. Com isso, a empresa relata um aumento de 30% a 40% de eficiência de recursos na fabricação.

Imagem da planta da empresa Thyssenkrupp que funciona no Brasil como indústria 4.0.
Thyssenkrupp têm uma fábrica no Brasil no modelo 4.0. Foto: Thyssenkrupp

Covid-19 acelerou processos

Em diversos setores, o avanço do novo coronavírus antecipou a tomada de decisões que estavam sendo estudadas há anos, como o trabalho remoto. Contudo, na indústria não está sendo diferente.

Uma pesquisa global feita pela ABI Research com apoio da Nokia, divulgada em 2020, mostrou que a pandemia não interrompeu os planos das empresas de investirem em tecnologias e na transição para modelos 4.0.

Entre os fatores de curto prazo que influenciam as decisões de compra de novos sistemas tecnológicos destacaram-se: reduzir o tempo de inatividade (53%), melhorar a eficiência das operações (42%) e aprimorar a segurança (36%)

Na indústria, após a Covid-19, certamente será preciso remodelar o processo, pois surge a necessidade de inovação e agilidade na produção. Além da redução de desperdício, otimização de processos e aumento da vantagem competitiva.

Ferramentas e inovações fundamentais à indústria 4.0

Um dos recursos mais importantes é a Internet das Coisas (IoT), que viabiliza a automação e promove a conexão de forma generalizada. Com sensores em equipamentos, robôs e sistemas, os gestores têm acesso a todos os processos e etapas em tempo real.

Com a aplicação da Inteligência Artificial (IA), os robôs aprendem com as atividades executadas, simulações, dados e experiências dos desenvolvedores, podendo aprimorar sua capacidade.

E o volume de dados produzidos e compartilhados devido à conectividade cresce diariamente. Assim, é fundamental contar com soluções de Big Data para capturá-los, processá-los, analisá-los e extrair o melhor deles para condução do negócio.

Por fim, o Cloud virtualiza tudo, dando mais mobilidade à empresas, garantindo o armazenamento do grande volume de dados e ainda economizando com os custos de TI.

Imagem de uma indústria usando o modelo 4.0.
Iot, IA, Big Data e Cloud são algumas soluções usadas na indústria 4.0. Foto: Freepik

Vantagens da indústria inteligente

Economia de recursos, aumento do lucro, menor desperdício, previsão de erros e atrasos, produção acelerada, fluxos digitais mais rápidos e intervenção imediata em problemas pontuais são alguns dos resultados positivos conquistados com o uso da tecnologia na indústria.

Com tudo conectado, os gestores têm acesso a dados do mercado, da produção interna e dos resultados, podendo usar esses indicadores para tomar decisões mais rapidamente. Dessa forma, é possível mudar os rumos da produção com agilidade.

E há ainda benefícios muito mais pontuais. Se antes havia uma padronização de toda a produção, agora há flexibilidade. Portanto, as plataformas digitais permitem a personalização de produtos, a cocriação com o cliente e ajustes específicos nos modelos.

Como fica a mão de obra na indústria 4.0?

Inevitavelmente, o trabalhador precisará se reinventar para poder ocupar os novos postos.

A parte técnica, de operações manuais e repetitivas, com o tempo deixará de oferecer vagas, mas, ainda assim, haverá funcionários na linha de produção. Os colaboradores terão suas tarefas centradas em estratégias e na manipulação de máquinas.

Para tanto, é fundamental qualificar a mão de obra e prepará-la imediatamente para as novas funções.

Imagem de uma mulher com um tablet na mão no meio de um chão de fábrica.
Indústria 4.0 exige uma mão de obra mais especializada. Foto: Freepik

Conclusão

As tecnologias disruptivas impulsionam a indústria 4.0, tornando a produção inteligente e muito mais eficiente. O desperdício é menor, o lucro é maior e os gestores podem resolver problemas em tempo real e com base em dados assertivos.

O processo de transformação da indústria no Brasil ainda está iniciando. Sendo assim, é preciso se preparar para implementá-la e colher os bons resultados.

Por fim, esperamos que este artigo tenha sido esclarecedor. Aliás, aproveite para ver outros artigos que separamos para você:

Então, até a próxima!

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