Cibersegurança corporativa deve ser apoiada em inovação


Publicado em 6 de janeiro de 2021, às 12:05
Especialistas em Segurança da Informação da Vivo Empresas

Um dos principais pontos de atenção presentes dentro da rotina de empresas de todos os tamanhos é a cibersegurança. Criar um ambiente com diversos cuidados e barreiras para proteger a instituição de ataques virtuais é um desafio para muitos líderes.

Os ciberataques representam uma grande ameaça para as empresas e, durante a pandemia, eles saltaram. Uma pesquisa liderada pela Kaspersky que analisou as investidas na América Latina e foi divulgada em setembro de 2020, apontou a liderança do Brasil como principal alvo de criminosos.

De acordo com o estudo, 55,97% das invasões a usuários domésticos (de computadores, tablets, smartphones e notebooks em casa) e 56% dos ataques a empresas ocorreram em território nacional.

Ainda sobre a pesquisa, desde o começo do ano, o número de ataques cresceu quatro vezes. Em fevereiro deste ano, foram registrados cerca de 20 milhões de ataques por dia. Em abril, começo da pandemia do novo coronavírus, o número subiu para quase 90 milhões por dia e se manteve alto até os dias atuais.

Esses dados reforçam que os ataques não estão restritos a grandes companhias, mas qualquer tipo de segmento e tamanho podem ser alvo. Além disso, identificar os possíveis ataques pode ajudar na hora de se proteger.

Modelos de ataque a empresas se multiplicam e forçam ampliação de cuidados. Fonte: Freepik

Tipos de ataque desafiam cibersegurança corporativa

Existem diversos tipos de ataques digitais a empresas. No geral, eles estão focados em prejudicar a atuação da corporação, seus serviços e produtos ou no roubo de dados para chantagem ou vantagem competitiva de mercado.

Nos últimos meses, três tipos de golpes se intensificaram: Ransonware, DDOS e Roubo de Dados. O primeiro é um software malicioso que bloqueia e criptografa as informações da empresa, e, para liberação, são exigidas taxas e valores altos. Já o segundo são ataques distribuídos que prejudicam a atuação da empresa e comprometem sua atuação e, por fim, o extravio de informações de inúmeras formas.

Esses ataques criam um ambiente de incertezas e insegurança, pois sua variação força a multidisciplinaridade por parte da equipe de tecnologia. Além disso, o número elevado de investidas força uma busca constante por atualizações.

De acordo com o levantamento produzido pela Fortinet, divulgado em maio de 2020, somente no primeiro trimestre deste ano ocorreram mais de 1,6 bilhão de invasões digitais no Brasil. Entre os outros países da América Latina, esse valor ultrapassa 9,7 bilhões.

Com esse cenário constante de ataques, as empresas devem buscar por tecnologias que reforcem suas defesas. Além disso, necessitam buscar parceiros com robusta atuação para serem aliados, já que eles podem possuir qualificações que ampliam a proteção digital.

Em resumo, a sua empresa não precisa ser especialista em segurança da informação, mas pode encontrar quem seja e criar um elo relevante que reforce o sucesso de suas operações.

Proteção nas empresas pode surgir dentro de pequenas ações. Fonte: Freepik

Cibersegurança corporativa possibilita proteção com ações simples

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) surgiu focada na proteção das informações de clientes, consumidores e parceiros, entretanto ainda existe um caminho longo para muitas empresas.

De acordo com um levantamento liderado pela ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software), divulgado em outubro de 2020, somente 35,5% das corporações nacionais estão em conformidade com as novas normas.

Dentro dos requisitos, somente 39,4% deles são atendidos completamente. Isso pode ser um reflexo sobre o massivo número de dados que são gerados dentro das empresas nacionais.

Segundo estudo produzido pela IDid, divulgado em agosto de 2020, o país possui mais de 100 milhões de dados sensíveis utilizados para os meios de pagamento, por exemplo. Isso impacta diretamente a atuação de corporações e equipes em diversos segmentos.

Para criar mais opções de segurança, as empresas podem caminhar no sentido de realizar ações preventivas importantes e comprovadamente bem-sucedidas.

Entre elas estão treinamentos com todas as equipes internas e externas, além de parceiros para qualificação de suas atenções em rotinas básicas. Uma grande parte da entrada de ataques são os e-mails de colaboradores comuns, então as tecnologias devem estar aliadas ao cuidado humano.

Soluções tecnológicas devem ser mapeadas e responder às necessidades de sua empresa de forma eficiente, e quem vai sinalizar os gaps são seus processos, rotinas e equipes, seja a dedicada ou de outras frentes.

Realize periódicos testes para identificar a vulnerabilidade, busque conhecimento e o compartilhe com todos os níveis de atuação. Com esse contexto, você poderá caminhar de forma sustentável em diversas frentes e se tornar uma companhia em que todos confiam.

Especialistas em Segurança da Informação da Vivo Empresas

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