Tecnologia na cozinha: saiba como a IoT ajuda bares e restaurantes

28/10/2020 às 9:32

Tanto grandes cadeias quanto pequenos estabelecimentos têm se aproveitado, cada vez mais, de inovações em seus negócios

Em 2020, ano em que a pandemia colocou a tecnologia no centro das discussões, tal expectativa se confirmou (e ainda foi amplificada). Dispositivos conectados à internet ganharam ainda maior relevância no contexto empresarial, tanto por garantirem processos ágeis, quanto por reforçarem medidas de segurança, como o distanciamento social. Com isso, a tecnologia na cozinha já é uma realidade.

No setor de bares e restaurantes, a IoT vem despontando como um dos pilares de uma operação eficiente, econômica e, sobretudo, inteligente. 

Neste artigo você verá justamente como a inovação, aplicada ao setor alimentício, consegue otimizar os processos dentro de uma cozinha. Saiba também:

  • Como a tecnologia eleva a eficiência da operação 
  • De quais maneiras a IoT pode ser integrada à rotina de bares e restaurantes
  • Por que é importante ter camadas de segurança da informação

Tecnologia na cozinha: como elevar a eficiência da operação

Uma lista desenvolvida pela consultoria Gartner em 2018 reunia tecnologias e conceitos capazes de colaborar para a evolução dos negócios. Nela, havia uma previsão para as empresas: a Internet das Coisas ou IoT (sigla de Internet of Things) seria um fator essencial para a inovação dos negócios

Isso porque, de acordo com a organização, as soluções baseadas nesse conceito automatizam processos e possibilitam a tomada de decisões mais assertivas.

A IoT ganhou destaque na projeção devido às possibilidades que oferece às empresas. Trata-se de um conceito do qual emergem várias outras tendências, técnicas, ferramentas e soluções.

Em bares e restaurantes, por exemplo, é capaz de assegurar uma importante combinação de fatores: agilidade, eficiência e estratégia. Pense nos dispositivos necessários para uma operação funcionar. É preciso dispor de computadores, caixas registradoras, celulares, monitores e tablets, entre outros. E todos devem estar conectados à internet.

E é exatamente essa a base do uso da internet das coisas no segmento. Bares e restaurantes, independentemente do tamanho que tenham, precisam contar com uma infraestrutura robusta de conectividade. É como se fosse um fio condutor, responsável por agilizar a comunicação entre as equipes e garantir a realização dos processos habituais.

Automatização

Um sistema automatizado, por sua vez, precisa de uma boa conexão para operar, coletando e encaminhando pedidos em tempo recorde. O mesmo acontece com as máquinas de pagamento, sensores, câmeras e até mesmo eletrodomésticos, que podem ser controlados a distância.

Aliás, a quantidade de gadgets ligados à rede tende a crescer a passos largos. Por isso, os negócios precisam se preparar. Para se ter uma ideia, de acordo com o Gartner, até o final de 2021 haverá 25 bilhões de dispositivos conectados a algum tipo de sistema inteligente.

Uma previsão realizada pela McKinsey, por sua vez, mostra que o investimento em IoT será de US$ 4 a US$ 11 trilhões até 2025. Segundo a consultoria, a tecnologia é capaz de criar novos fluxos de receita a partir de soluções inteligentes, reduzindo custos nas operações.

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Como otimizar processos

Os recursos baseados em IoT têm sido estratégicos para os negócios, contribuindo para reduzir gastos, monitorar o cumprimento do distanciamento social e, sobretudo, para a coleta de dados (que tornam-se importantes indicadores).

Dessa forma, é possível implementar o conceito em diferentes etapas da cadeia, tanto em bares quanto em restaurantes. Mostramos as principais a seguir:

Redução de filas

Para evitar aglomerações nos salões, muitos restaurantes apostaram em aplicativos e plataformas que permitem fazer o pedido online e a retirada no local. O processo é realizado a distância, a partir de dispositivos conectados. Os apps, inclusive, permitem a busca de estabelecimentos, utilizando GPS. E ainda mostram o passo a passo da preparação.

Diversas cadeias, como McDonald’s e Habib’s, apostaram nesse caminho no intuito de reduzir as filas e garantir maior segurança a clientes e colaboradores. A Alelo, por exemplo, lançou o aplicativo Pede Pronto, que também visa à realização de pedidos virtualmente para reduzir a incidência de ajuntamentos.

Cardápios digitalizados

Escolher os pratos sem tocar no cardápio é uma das premissas do cenário pandêmico. Alguns sistemas, inclusive, permitem que os pedidos sejam feitos diretamente dos dispositivos móveis dos consumidores. Em seguida, o sistema encaminha as solicitações para as cozinhas, equipadas com monitores que os exibem.

Dessa maneira, tal recurso oferece uma visão panorâmica aos chefs e às suas equipes. Assim, é possível verificar, em tempo real, a quantidade de pratos e o tempo de espera de cada um.

Monitoramento

Com a pandemia, a necessidade de distanciamento social colocou dispositivos de monitoramento em evidência, como câmeras e sensores. Inclusive, para garantir segurança e saúde à população, órgãos públicos do mundo inteiro pretendem investir US$ 15 bilhões em equipamentos conectados.

Isso porque esses gadgets permitem o monitoramento em tempo real e a distância, evitando aglomerações. Em restaurantes e, sobretudo, em bares, esse controle é muito importante para oferecer ambientes seguros.

As câmeras, por exemplo, devem ser instaladas em pontos estratégicos, tanto dos salões quanto das cozinhas, para verificar se as normas estão sendo cumpridas ou se cabe algum ajuste à operação. 

Por estarem conectados à internet, tais dispositivos ainda são capazes, muitas vezes, de gerar relatórios importantes para a correção de problemas e otimização de recursos.

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Tecnologia na cozinha: automação

Adicionalmente, sistemas gerenciados pela inteligência de máquina permitem otimizar recursos e agilizar os processos de atendimento, produção e entrega, ampliando a produtividade das equipes. A tecnologia na cozinha garante que os profissionais se conectem uns aos outros de uma forma mais efetiva. Ou seja, os gadgets facilitam a comunicação e possibilitam uma visão geral das tarefas que devem ser feitas.

Além disso, a automação ainda permite que os colaboradores tenham funções mais estratégicas dentro de um estabelecimento. Assim, se um restaurante automatizar os pedidos, por exemplo, os garçons podem se dedicar com maior intensidade ao atendimento. A ideia é que se desenvolva uma potencialização o talento e a capacidade dos profissionais.

Meios de pagamento

A pandemia impulsionou os meios de pagamentos eletrônicos, sobretudo os contactless (sem nenhum tipo de contato). De acordo com um estudo realizado pela Mastercard em abril de 2020, 77% dos brasileiros têm utilizado dinheiro em espécie com menor frequência (ou abandonaram completamente as cédulas e as moedas desde o início da crise).

Já os pagamentos por aproximação cresceram quatro vezes mais desde março. Por isso a importância de os estabelecimentos buscarem tais tecnologias para atender aos anseios — e aos novos hábitos — dos clientes. E aqui, mais uma vez, a conectividade é essencial para permitir esse tipo de abordagem.

Captura de dados

Mais pessoas utilizando os meios virtuais para consumir, fazer pedidos e afins, implica no crescimento de dados gerados e captados. Além disso, como as medidas restritivas fizeram os clientes mudarem seus hábitos, entender essas novas posturas se faz essencial para as companhias que desejam alcançar o público com maior assertividade.

Por isso, é essencial captar e analisar as informações geradas pelos consumidores. Tais dados podem ser transformados em insumos para o envio de promoções e ações mais direcionadas.

Uma boa conectividade no restaurante se torna muito importante nessa estratégia, ajudando os donos de estabelecimentos a capturar mais dados de clientes que usam cardápios digitais.

Mas e a segurança da informação?

O uso de tecnologia na cozinha implica na geração de dados, o que é benéfico para os negócios, mas pode impulsionar os ataques virtuais. Proteger o tráfego e todos os dispositivos de IoT, portanto, é um verdadeiro desafio, que deve ser encarado como tal.

E deve haver uma abordagem estratégica para isso. Ou seja, o estabelecimento deve estudar e adotar soluções capazes de blindar as informações, garantindo as camadas de segurança necessárias a cada gadget individual e para a infraestrutura de rede como um todo.

A Vivo Empresas oferece diversas soluções de cibersegurança, como o Filtro Web (WSG), capazes de mitigar essa questão. Tanto para dispositivos, quanto para a proteção de redes e aplicações contra ataques online, a detecção e resposta a riscos cibernéticos em cloud, entre outros serviços pensados para o seu negócio.

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Conclusão

O uso de dispositivos de internet das coisas impacta positivamente a rotina e a assertividade de bares e restaurantes de três maneiras específicas:

  • Melhora a experiência dos clientes, oferecendo maior comodidade;
  • Otimiza processos, promovendo a redução de custos operacionais, aumento da produtividade e disponibilização de novos serviços;
  • Permite identificar as necessidades e também as preferências dos consumidores, o que garante a realização de soluções mais personalizadas;
  • Assegura maior inteligência e eficiência, aprimorando o trabalho e contribuindo para a segurança de colaboradores e clientes.

Para acelerar a digitalização do setor de bares e restaurantes, a Vivo Empresas oferece diferentes soluções em IoT com as camadas de Segurança necessárias para evitar a ampliação de vetores de ataque. 

Além disso, para ligar todas as pontas da cadeia, temos um amplo portfólio de soluções de Conectividade suportadas pelas redes LTE-M e NB-IoT, que apoiam uma operação dependente de internet das coisas com alto volume de dados.

A Vivo Empresas também oferece soluções completas de TI, Big Data, Gestão de Tecnologia, Equipamentos e Ferramentas de Colaboração, que podem impulsionar a jornada de digitalização do setor.

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Até a próxima!

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