A digitalização do delivery: principais desafios do aumento da demanda para contornar o isolamento

Saiba o que é preciso para entregar com qualidade, eficiência e agilidade.

15/04/2020 às 9:00

Adotado para frear os avanços do coronavírus, o isolamento social esvaziou restaurantes em todos os países afetados. No entanto, muitos estabelecimentos não pararam de funcionar. A saída foi buscar uma reinvenção para atender seus clientes diante de um novo cenário. As portas fechadas indicavam um caminho aberto às entregas. O sistema de delivery foi adotado ou intensificado em tempo recorde.

O aplicativo Rappi, por exemplo, registrou um aumentou de 30% nas entregas depois do anúncio da pandemia. A procura subiu tanto da parte dos consumidores quanto dos restaurantes.

Diante desse cenário, apresentaremos aqui o que as grandes redes têm feito para atender aos novos hábitos de consumo, assim como os principais desafios. Você vai ver aqui:

  • Como as grandes redes têm se movimentado
  • Formas de evitar contato entre clientes e entregadores
  • Pensar em promoções favorece as vendas
  • Por que a conectividade é fundamental

Imagem de três marmitas representando delivery de comida.
O delivery de comida cresceu durante a pandemia – e a tendência é ampliar cada vez mais. Foto: Pexels.

Solução imediata para garantir o funcionamento

Antes do anúncio da pandemia, o delivery de comida era uma atividade complementar para muitos restaurantes. No entanto, devido à necessidade de isolamento social, a entrega em casa passou a ser a única maneira de manter os estabelecimentos na ativa. As lojas de aplicativos são um reflexo desse cenário. Nos EUA, por exemplo, houve um aumento de 218% no download de aplicativos de entrega somente entre os meses de fevereiro e março, de acordo com uma pesquisa conduzida pela empresa de análises Apptopia.

Movimento semelhante ocorreu no Brasil. De acordo com um estudo da RankMyAPP, entre 20 de fevereiro e 16 de março, a busca por apps como iFood e Uber Eats cresceu 24% em relação ao mesmo período de 2019. Tais plataformas permitem uma adesão rápida aos restaurantes e dão vazão às entregas sem a necessidade de criar uma estrutura extra.

Como as empresas têm se movimentado

Grandes redes têm usado seus perfis no Instagram e no Facebook para divulgar as opções de delivery de comida. O Almanara, por exemplo, é uma cadeia de restaurantes árabes que desenvolveu um sistema próprio de entregas, com um aplicativo criado exclusivamente para atender a essa demanda. No Instagram, a rede publica fotos dos seus principais pratos, disponibilizando sempre os canais para os clientes fazerem seus pedidos.

Antes mesmo de a pandemia ser anunciada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o Ráscal, que tem unidades em São Paulo e no Rio de Janeiro, tinha limitado a entrada de clientes, estabelecido uma distância mínima entre eles e colocado álcool em gel em diferentes pontos do restaurante.

Com o anúncio do fechamento das lojas, a rede criou um novo cardápio, que inclui pratos frescos e congelados. A possibilidade de comprar várias refeições de uma vez para guardar no congelador é mais um modelo de negócio a ser explorado durante a pandemia.

Sem contato com os clientes

Algumas redes resolveram testar entregas sem nenhum tipo de contato para mostrar que o delivery de comida é, sim, uma opção segura em tempos de coronavírus.

A Domino’s Pizza, por exemplo, estimula o pagamento antecipado via app ou cartão de crédito. Ao chegar no local, o entregador deixa a pizza na porta e se afasta. Dessa forma, nenhum dos dois tem contato e as chances de contágio diminuem. O método foi adotado pela cadeia em diferentes países, como Brasil, Estados Unidos, Portugal e China.

A entrega sem interação também é uma manobra dos aplicativos para estimular a adesão ao serviço. iFood e Uber Eats também já disponibilizam essa opção, que deve ser sinalizada no momento da realização do pedido. Além disso, tais empresas divulgaram notas nas quais enfatizam que os seus colaboradores são constantemente instruídos no que diz respeito ao vírus. Esse cuidado de ambos os lados é uma forma de amenizar os medos dos clientes e reforçar o sistema de entregas em casa.

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) criou também um selo para identificar os estabelecimentos que aderiram às medidas preventivas à Covid-19. Cumprir todas as regras e receber essa certificação é mais um atrativo para os clientes. Ao conquistá-la, inclusive, é importante incluir a informação em todas as comunicações do restaurante, como site e e-mails marketing.

Imagem de uma pizza para simbolizar o delivery de comida.
Aplicativos e grandes redes apostam em entregas sem contato. Foto: Pexels.

Promoções ajudam

Além de viabilizar uma entrega segura, os restaurantes devem pensar em estratégias capazes de impulsionar as vendas. Oferecer descontos, promoções, combos e programas de fidelidade são excelentes atrativos.

Antes de colocar essa estratégia em prática, no entanto, é fundamental fazer um planejamento para analisar o que pode ser disponibilizado aos clientes. Evitar gastos que podem ser prejudiciais à saúde financeira do negócio, e contar com estratégia bem articulada com todas as células da companhia é fundamental.

Outra maneira de aumentar as vendas e conquistar consumidores fiéis é garantir uma boa experiência de compra. De acordo com o E-commerce Brasil, disponibilizar uma plataforma de delivery de comida que funcione, sem interrupções no serviço, é um dos principais requisitos. Daí a importância de uma boa conexão e de uma estrutura robusta para garantir que o site ou o aplicativo não sofram com instabilidades.

Além disso, é fundamental que os prazos sejam cumpridos e realizar um pós-venda eficiente também são fatores decisivos. Caso a entrega seja feita por prestadores de serviços terceirizados, porém, fica mais difícil manter o controle sobre a qualidade final do produto.

Sem custos adicionais

A taxa de entrega pode ser um impeditivo para os pedidos, de acordo com um estudo na McKinsey & Company. A pesquisa detectou que os consumidores são extremamente sensíveis a custos extras e estão pouco dispostos a pagar por maior comodidade. Por isso, é fundamental levar esse aspecto em conta na composição do preço.

O relatório ainda destacou a importância da tecnologia para o desenvolvimento de um sistema de delivery eficiente. Ferramentas e soluções específicas são as principais maneiras de garantir que o setor atenda às demandas dos clientes, independentemente da localização. A pesquisa cita, inclusive, a possibilidade de baratear os custos das entregas se fosse possível adotar o uso de carros autônomos. Mais um indício de que a tecnologia é, sem dúvidas, essencial à evolução dos sistemas de entrega.

Imagem de um croassant.
Pensar em taxas de entrega justas é essencial. Foto: Pexels.

Por que a conectividade é fundamental

Embora muitos estabelecimentos recebam pedidos por telefone, as solicitações via aplicativos ou site são cada vez mais recorrentes. De acordo com uma pesquisa conduzida pelo Instituto QualiBest com 2.011 pessoas em todo o Brasil, 81% afirmaram que já encomendaram algum tipo de produto por meio de apps utilizando o smartphone.

Imagem de um mulher sentada em frente ao computador e com um lanche ao lado.
A conectividade une as duas pontas. Foto: Pexels.

Além disso, o delivery de refeições já prontas é o responsável por 50% dessas solicitações. O valor gasto por pessoa é de R$ 38 por pedido. A comunicação entre as duas pontas do serviço, nesse caso, depende inteiramente da internet.

Por isso, a conectividade é tão importante para estruturar sistemas de delivery eficientes. E, a importância desse serviço ter a maior disponibilidade possível, o que torna a Internet Dedicada uma solução altamente eficaz para bares e restaurantes.

A gestão das equipes é mais um desafio, uma vez que há colaboradores atuando em diferentes frentes. Aqui, o uso da internet se destaca por ser um dos modelos mais eficientes de organizar as atividades é apostando-se em softwares de gestão. São plataformas que permitem ao responsável pela equipe ter uma visão macro de tudo, bem como a performance desempenhada para cumprir cada uma delas.

É possível visualizar, por exemplo, em quanto tempo cada tarefa foi cumprida ou verificar a localização dos entregadores. Tudo isso contribui para a correção de possíveis falhas e a implementação de melhorias em diferentes frentes.

Conclusão

Antes da pandemia, os números ligados ao consumo de aplicativos de delivery já estavam em uma crescente. Tal cenário se intensificou diante da necessidade de adoção do isolamento social. Dessa forma, as medidas de prevenção ao coronavírus contribuíram para acelerar esse processo de uma maneira totalmente inesperada, o que levou bares e restaurantes buscarem alternativas para continuarem operando.

Os sistemas de delivery de comida têm garantido a continuidade dos negócios no setor de Alimentos e Bebidas. No entanto, as operações precisaram ser revistas para que a experiência de compra do cliente não fosse afetada. Nesse sentido, há a necessidade de oferecer um atendimento de qualidade, a partir de plataformas de contato robustas e com alta disponibilidade.

Aliás, a Vivo Empresas conta com diferentes soluções necessárias para bares e restaurantes que estão em busca das melhores soluções para manterem o abastecimento aos seus clientes. Conte conosco para melhorar a conectividade do seu negócio.

Até a próxima!

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